aparecem animais, bichos, pássaros, caramujos, capivaras,
plantas, flores...
Minha linguagem é uma mescla de diversas imagens, algumas
orgânicas, outras figurativas ou surreais, que convidam o espectador
a uma viagem pelo tempo e espaço, com a intenção de criar uma própria
cosmogonia.
Nessa cosmogonia estão presentes os desenhos animados dos anos
sessenta (Yellow Submarine dos Beatles), gibis, traços do mundo dos fósseis,
da cultura dos maoris, com suas tatuagens ancestrais, também a arte da
tatuagem japonesa, a geometria da arte pré-colombiana dos Maias e Astecas.
A estética futurista do Cirque de Soleil, as delirantes fantasias do carnaval e o
humor em todos os sentidos.
Os inovadores da arte moderna: Miró, Kandinsky e Paul Klee. O
construtivismo do artista uruguaio Joaquim Torres Garcia. As gravuras da
literatura de cordel.
A música dos minimalistas, o folclore latino-americano, nas raízes
da música brasileira, e todos os matizes de minha própria terra,
o Uruguai.
