En este blog Nick Artículos Grupos Web Fotos Artistas Audio Vídeos
oscargarciadarosa
I Ao olho mostra a integridade de uma coisa num bloco, um ovo. Numa só matéria, unitária, maciçamente ovo, num todo. Sem possuir um dentro e um fora, tal como as pedras, sem miolo: é só miolo: o dentro e o fora integralmente no contorno. No entanto, se ao olho se mostra unânime em si mesmo, um ovo, a mão que o sopesa descobre que nele há algo suspeitoso: que seu peso não é o das pedras, inanimado, frio, goro; que o seu é um peso morno, túmido, um peso que é vivo e não morto. Fragmento extraído do poema O ovo da galinha de João Cabral de Melo Neto Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada E a teus pés vão-se encostar os instrumentos Aprendi a respeitar tua prumada E desconfiar do teu silêncio Penso ouvir a pulsação atravessada Do que foi e o que será noutra existência É assim como se a rocha dilatada Fosse uma concentração de tempos É assim como se o ritmo do nada Fosse, sim, todos os ritmos por dentro Ou, então, como uma música parada Sobre uma montanha em movimento Morro Dois Irmãos Chico Buarque/1989 E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vida dos insetos... Mario Quintana
RSS
Denunciar un abuso
» Más...
# Enviado el lunes 27 de julio de 2009 18:24
# Enviado el lunes 27 de julio de 2009 18:16
# Enviado el domingo 10 de mayo de 2009 15:40
Selecciona una página Página 1 de 22 Página 2 de 22 Página 3 de 22 Página 4 de 22 Página 5 de 22 Página 6 de 22 Página 7 de 22 Página 8 de 22 Página 9 de 22 Página 10 de 22 Página 11 de 22 Página 12 de 22 Página 13 de 22 Página 14 de 22 Página 15 de 22 Página 16 de 22 Página 17 de 22 Página 18 de 22 Página 19 de 22 Página 20 de 22 Página 21 de 22 Página 22 de 22